Prorrogação do Auxílio Emergencial ganha força após aumento de casos de Covid-19


Os casos de infecção pelo novo coronavírus seguem crescendo em todo o Brasil, a exemplo do colapso em Manaus (AM), o número de óbitos também cresce. Todo o cenário é semelhante ao vivido no início da pandemia, o que tem feito muitos deputados federais e senadores pressionarem o governo para que o Auxílio Emergencial seja prorrogado em 2021.

Na última quarta-feira (20), o ministro da Economia, Paulo Guedes, bem como os seus técnicos da pasta, pararam de descartar a volta do auxílio. Se antes não trabalhavam com um cenário de volta do programa, agora o benefício já é visto como uma das “últimas alternativas” do que consideram “amplo cardápio de medidas”.

Segundo membros da Economia, criar novamente o auxílio emergencial não seria coerente. O programa custou R$ 294 bilhões aos cofres públicos e o governo avalia que pode ser incoerente retomar o auxílio porque as cidades agora estão funcionando “normalmente”, o que não acontecia quando ele foi inaugurado, com a paralisação de atividades e fechamento do comércio.

Segundo um técnico da pasta de Guedes, o auxílio emergencial foi criado para que trabalhadores informais não morressem de fome enquanto estivessem em casa na pandemia. Agora, ele afirmou que “os taxistas estão nas ruas, as cidades estão movimentadas”. Porém, o auxiliar de Guedes afirmou que o governo não quer dar dinheiro para baile funk. “Tem até baile funk acontecendo. Não vamos dar dinheiro para as pessoas irem para o baile funk”, disse.

Os membros da Economia revelam que seja necessário verificar se o aumento de casos de covid-19 no Brasil aconteceu por causa das aglomerações nas festas de fim de ano ou se realmente se trata de uma “segunda onda”. Guedes teria afirmado para auxiliares que, se o Brasil voltar a registrar mil mortes por dia por um longo período e novas medidas de restrição forem retomadas, ficará difícil não voltar com o auxílio emergencial.

Segundo o Estadão, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara, disse que Paulo Guedes, deve propor uma nova rodada do  auxílio emergencial ainda no início deste ano.

De acordo com Baleia, cabe a Guedes e sua equipe apresentarem a sugestão do benefício de forma a caber dentro do teto de gastos do governo federal. O deputado, que vem defendendo a volta do auxílio, indicou que a sinalização disto foi dada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), seu oponente na disputa pela presidência da Câmara.

“Quando Lira vem e copia o que eu falo, não acredito que ele tenha feito isso sem um comando do Palácio”, disse Baleia.

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André Diogo

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