Detenta assassinada no FOC teria jogado café quente no rosto de uma companheira de cela


Após depoimentos de Ana Clara Freitas Sá, de 23 anos e Wandereis de Souza Nascimento, de 40, apontadas como autoras do assassinato da detenta Jamilly Ferreira Barbosa, de 39 anos, que foi encontrada morta dentro da Unidade de Regime Fechado Feminina do Francisco d’Oliveira Conde (FOC), no domingo (22), a polícia informou que a provável motivação para o crime teria sido que a vítima jogou café quente no rosto de uma das companheiras de cela.

As suspeitas alegaram que era frequentemente ameaçadas de morte por Jamilly e por seu comportamento agressivo temiam serem mortas por ela enquanto dormiam, a informação foi dada pelo delegado Adriano de Morais.

As duas contaram, que após Jamilly jogar o café no rosto de uma delas, usaram uma lâmina conhecida como gilette para fazer cortes no pescoço e a outra autora cortou os pulsos da vítima, que sofria de problemas mentais.

Sobre o assunto, o Iapen informou que a unidade penitenciária feminina não tem ala de saúde mental. Porém, afirmou que Jamilly era acompanhada por uma equipe de saúde mental.

“Geralmente são dez presos por cela, ela convivia com mais duas por cerca de seis meses e não tinham nenhum tipo de problema. Tinham uma boa convivência. Essa detenta tinha uma perícia marcada para dezembro, determinada pela Vara de Execuções Penais, mas, ela fazia acompanhamento psicológico, psicossocial, então tinha todo acompanhamento. Infelizmente, nós temos esse ocorrido, não sabemos ainda a motivação”, disse o presidente do Instituto, Arlenilson Cunha, em entrevista à Rede Amazônica Acre.

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