O vereador Artêmio Costa (PSB) usou sua fala na Câmara Municipal de Rio Branco para criticar o movimento feminista do Acre afirmando que elas não se manifestaram sobre o caso de Jonhliane de Souza, que morreu na última quinta-feira (6) vítima de um atropelamento causado pela irresponsabilidade do fisioterapeuta Ícaro Pinto, que dirigia embriagado apostando um ‘racha’ com um amigo, quando matou a jovem.
Artêmio foi rapidamente rebatido por representantes do movimento, como Maria Meirelles, que em um texto intitulado “Fiscal de Feminista que Chama?” no Facebook, que diz que o vereador mentiu na tribuna ao fazer a afirmação e que ele ‘não perde a oportunidade de atacar o movimento feminista’.
De fato, a morte de Jonhliane não é considerado um feminicídio, já que ela não morreu apenas pelo motivo de ser uma mulher, como poderia ter sido qualquer pessoa que estivesse no lugar dela. Mesmo assim, o Instituto Mulheres da Amazônia (IMA), havia divulgado uma nota de repúdio ao acontecimento, o que contraria a afirmação do parlamentar. Os vereadores Rodrigo Forneck (PT) e Lene Petecão (PSD) refutaram Artêmio na sessão.
Leia na íntegra a publicação de Maria Meirelles:
“FISCAL DE FEMINISTA QUE CHAMA? O vereador Artêmio Costa não perde a oportunidade de atacar o movimento feminista. Na tribuna, hoje, mentiu ao afirmar que o movimento feminista não se manifestou sobre o caso da Jonhliane de Souza, atropelada pelo assassino da BMW.
Mesmo esse crime não sendo um crime ocasionado pelo gênero da vítima, ou seja, por Jonhliane ser mulher, o movimento feminista cobrou SIM que assassino seja preso e pague pelo crime cometido contra uma trabalhadora, que estava indo ganhar o seu sustento.
Ao invés de perder tempo na Câmara de Vereadores de Rio Branco atacando o Movimento Feminista, Artêmio deveria cobrar a prisão do playboy que segue em liberdade.”
Ela finaliza colocando a íntegra da nota emitira pelo IMA, leia aqui.




















