PROMOÇÃO POLÍTICA x AVALIAÇÃO TÉCNICA: Depois de 4 anos, onde estão os assessores do processo seletivo de Emerson Jarude?


O vereador Emerson Jarude, que com 2.734 votos garantiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Rio Branco em 2016, realizou à época, um processo seletivo para escolha de sua assessoria.

A iniciativa, elogiada por muitos, chegou a virar pauta na imprensa nacional e Jarude, sustentou com veemência, naquele momento, que apostava em uma nova política, sem favorecimentos.

“Quero dar oportunidade para outras pessoas. Com base nisso e no princípio da administração pública, que são os princípios da eficiência da isonomia, resolvemos fazer esse teste seletivo para dar oportunidade para todos”, disse Emerson Jarude em 2016 ao G1.

O chamado “teste seletivo”, conforme edital publicado pelo gabinete do vereador, era para provimento de 4 vagas, para os cargos de engenheiro sanitarista, bacharel em direito, bacharel em jornalismo e assistente social. Cada candidato, para participar do certame, teve que desembolsar uma taxa de inscrição no valor de R$ 40,00.

Edital Teste Seletivo – Emerson

Depois de 4 anos de mandato, o Correio 68 constatou que nenhum dos 4 profissionais selecionados no processo seletivo de 2016 fazem parte do quadro de assessores do parlamentar.

Além disso, os novos assessores que assumiram os espaços ocupados pelos selecionados no “teste”, não teriam passado por nenhum outro processo seletivo, tampouco figuravam como um dos “selecionados” que pagaram R$ 40,00 e ficaram teoricamente “fora das vagas” oferecidas pelo vereador à época.

É prerrogativa do político nomear seus assessores de acordo com os critérios que julgar conveniente. Mas Emerson Jarude, que pregou a nova política e a escolha de seus assessores por meio de uma avaliação técnica e sem favorecimentos, teria mudado de ideia no meio do caminho?

Na medida em que os assessores selecionados pelo processo seletivo foram saindo de seu gabinete por diferentes motivos, o critério de admissão de novos assessores teria mudado?

Cabe ressaltar, que o vereador não cometeu nenhum ato ilícito, afinal o edital não prometia vagas em cadastro reserva. Mas no paradoxo da legalidade e da moralidade, seria justo com aqueles que arcaram com o custo do certame acreditando que poderiam um dia compor o quadro de assessores do parlamentar, não serem convocados na medida em que os outros saíssem?

Procurado pelo jornalismo do Correio 68, o vereador Emerson Jarude explicou que o engenheiro sanitarista e a advogada saíram de seu gabinete, porque receberam propostas melhores, mas não esclareceu se outro processo seletivo foi feito para admitir novos profissionais, já que este seria o critério assumido por ele no inicio do mandato.

Justificou que a jornalista saiu para fazer mestrado fora do país. Neste caso, segundo o parlamentar, outro processo foi feito, embora não tenha sido divulgado como o de 2016.

Sobre o cargo de assistente social, apesar do nome divulgado no resultado final em 2016 ser outro, Jarude afirma que a profissional oriunda do processo seletivo continua nomeada em seu gabinete.

 

 

Post navigation

Avatar de André Diogo

André Diogo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *